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Lumes Nunca Mais- Concentraçom de Ponferrada PDF Correo-e
Achado na imprensa
Luns, 14 de Agosto do 2006

CONCENTRAÇOM “LUMES NUNCA MAIS” EM PONFERRADA

Sexta-feira, 11 de Agosto, a partir das 20’30h. na praça do Concelho, Ponferrada.

Um grupo de pessoas, conscientes da crítica e grave situaçom que estamos a viver na Comunidde Autónoma Galega e no Berzo pola grande quantidade de lumes, sem precedentes pola sua virulência e proliferaçom, que se estám a produzir este verao, decidimos recolher e somarmo-nos à iniciativa que em várias cidades galegas está já em marcha (onte, quarta-feira, houvo concentraçons em Vigo, Compostela, Coruna e outras cidades e aldeias), e convocamos umha concentraçom URGENTE de protesto contra os lumes, a suas causas e responsáveis e contra a ineptitude, falta de previssom e irresponsabilidade das diversas administraçons (estatais, autonómicas, provinciais, locais), que nom tomam cartas no asunto com a seriedade que deveriam. Somos conscientes de que umha emaranhada rede de intereses urbanísticos, madereiros, políticos e de todo tipo se encontram por tras da actual campanha de lumes, que nom pode ser caracterizada mais que de terrorismo socio-ambiental.

A passividade e falta de previssom institucional som responsáveis dumha grande parte desta crise ecológica que estamos a sofrer. Os sectores populares, a cidadania, as/os jovens, devemos sair à rua para reclamar JÁ mudanças claras e radicais na política ambiental, florestal e urbanística. A passividade durante os 12 messes do ano, e especialmente durante o inverno, que é quando se debe fazer a política de prevençom e limpeça e tratamento adequado dos montes, nom pode ficar sem crítica. HÁ RESPONSAVEIS E DEVEM ASOMIR AS SUAS RESPONSABILIDADES.

 

POR TODO ISTO, CHAMAMOS A PARTICIPAR, NA SEXTA-FEIRA DIA 11 DE AGOSTO, A PARTIR DAS 20’30H. NA PRAÇA DO CONCELHO DE PONFERRADA, EM UNHA CONCENTRAÇOM URGENTE DE PROTESTO BAIXO A LEGENDA“LUME NUNCA MAIS”.

 (

NOTA: Dado O carácter urgente com o que se convoca o acto, solicitamos a maior difussom possível a esta informaçom).CONCENTRACIÓN “LUMES NUNCA MAIS” EN PONFERRADA

Viernes, 11 de Agosto, a partir de las 20’30h. en la plaza del Ayuntamiento, Ponferrada.

Un grupo de personas, conscientes de la crítica y grave situación que estamos a vivir en la Comunidad Autónoma Gallega y en el Bierzo por la gran cantidad de fuegos, sin precedentes por su virulencia y proliferación, que se están produciendo este verano, decidimos recoger y sumarnos a la iniciativa que en várias ciudades gallegas ya está en marcha (ayer, miércoles, hubo concentraciones y manifestaciones en Vigo, Compostela, Corunha y otras ciudades y aldeas), y convocamos una concentración URGENTE de protesta contra los fuegos, sus causas y responsables, y contra la ineptitud, falta de previsión e irresponsabilidade de las diversas administraciones (estatales, autonómicas, provinciales, locales…), que no toman cartas en el asunto con la seriedad que deberian. Somos conscientes de que una enmarañada red de intereses urbanísticos, madereros, políticos y de todo tipo se encuentra por detrás de la actual campaña de fuegos, que no puede ser caracterizada más que de terrorismo socio-ambiental.

La pasividad y falta de previsión institucional son responsables de una gran parte desta crisis ecológica que estamos sufriendo. Los sectores populares, la ciudadania, los jovenes, debemos salir a la calle a reclamar YA cambios claros y radicales en la política ambiental, forestal y urbanística. La pasividad durante los 12 meses del año, y especialmente durante el invierno, que es cuando se debe hacer la política de prevención y la limpieza y tratamiento adecuado de los montes, no puede quedar sin crítica. HAY RESPONSABLES, Y DEBEN ASUMIR SUS RESPONSABILIDADES.

POR TODO ESTO, LLAMAMOS A PARTICIPAR, EL VIERNES DIA 11 DE AGOSTO, A PARTIR DE LAS 20’30H. EN LA PLAZA DEL AYUNTAMIENTO DE PONFERRADA, EN UNA CONCENTRACIÓN URGENTE DE PROTESTA BAJO EL LEMA “LUME NUNCA MAIS”.

 (N

OTA: Dado el carácter urgente con el que se convoca el acto, solicitamos la mayor difusión posible a esta información).

 

 

 

 
Cronica da festa das letras por Concha Rousia PDF Correo-e
Achado na imprensa
Xoves, 27 de Xullo do 2006

Uma crónica do DIA DAS LETRAS GALEGAS NO BERZO por CONCHA ROUSSIA.

Algo mais sobre as nossas letras (I)

Un artigo de: Concha Rousia[23/05/2006

Viagem entre as raias. Parte I:

As adormideiras Entre o envio do meu anterior artigo "Volve o 17 de Maio..." e o próprio dia 17, fiz uma viagem que começou em Santiago de Compostela para ir ao Bierzo primeiro, e prosseguir depois para Trás-os-Montes.

Partimos o dia 11, sexta-feira, ai contra o meio-dia, pola estrada que leva mesmo perto de Guitiriz, para apanharmos a autovia com direcção a Ponferrada, lugar do nosso primeiro destino. Paramos a jantar na formosa Vilafranca, onde nos desenvolvemos com a nossa língua sem qualquer problema. Éramos nos sós a falar galego no restaurante, mas o camareiro respondia como se todos, ele mais nos, estivéssemos a falar no mesmo idioma. À minha filha, que fez seis e anda nos sete, isso não a chocou, está já afeita. Logo de jantar uma carne que todos qualificamos de excepcional, prosseguimos o nosso caminho para chegar a Ponferrada, onde os amigos de Fala Ceibe nos aguardavam para festejar as nossas letras.O acto, presidido pola elegantíssima Sílvia Ribas, coordenadora dos diferentes eventos, começou com a entrega de prémios aos homenageados: Aquilino Poncelas e Alicia Fonteboa. Ambos os dous professores, que dedicam os seus esforços a lutar pola defessa da nossa língua, falaram da importância que tem a escola para poder seguir a manter vivo o galego no Bierzo; e talvez, se se espreitava com atenção, se adivinhava uma queixa polo abandono que levam sofrido por parte da administração galega, só por eles terem sido excluídos pola raia administrativa. Eu tive a sensação de que por primeira vez pensava neles como penso nos Palestinos aos que lhes toca viver nos territórios ocupados. Aquilino Poncelas dizia, em conversa privada, e com toda a razão do mundo: "...vos tendes a lei da vossa parte" e a mim essas palavras fizeram-me sentir em déveda com eles, com todos eles. "...se o galego –seguia a dizer ele- padece na Galiza, e precisa de cuidados para se recuperar, aqui está já a precisar de primeiros auxílios..." Ele viera de Bilbau onde exerce como professor de lengua e literatura só para celebrar as nossas letras. Eu apercebi-me de que se calhar ele tinha mais direito à decepção e ao desencanto do que eu, e ainda assim e tudo continuava, sem trégua, a sua luta. Admirei o seu espírito. Atrás de Alicia e Aquilino falou Felipe Lubián, essa lenda viva da que pouco posso eu dizer que se não saiba.

Ele é uma instituição para o galego, e leva conseguido mudanças administrativas importantes para a nossa língua na comunidade de Castela e Leão. Falou de como quando ele era pequeno, ele nasceu no ano 52, nunca teve problemas para falar galego na escola, porque dera com verdadeiros mestres; mentres que hoje em dia, os pequenos das aldeias das Portelas têm que esconder a sua língua antes de entras nas escolas, porque professores ignorantes desconhecem os direitos linguisticos destas terras.Atrás destas intervenções vieram as obras de teatro, e as leituras da obra de Manuel Lugris, por parte dos meninhos e meninhas do Bierzo. Foi tenro e divertido. Aos miúdos seguimo-los os que levávamos algum poema para a partilha. Eu levava nas minhas palavras as ondas do nosso mar, desse mar que quando abraça a terra fala a nossa língua e portanto é também o mar do Bierzo, ele não entende de raias administrativas sem sentido. A poesia foi continuada pola música, gaitas primeiro, e o acordeão de Servando depois, encheram a sala de cantares e de risas dos que ouviam por primeira vez a copla do Manuel do Campo quando ele quisera casar com a burra...

O ramo desta parte da festa puseram-no os de Abertal, agrupação de pandeireteiras e baile, que levaram a festa para fora do edifício. Música e dança atraíram a gente que, sentindo a chamada das gaitas no seu interior, se foram achegando, outros assomavam das janelas e espreitavam desde a distância esta música que nós todos, hoje, queríamos que Ponferrada, e o Bierzo inteiro, sentissem... Rematada a foliada um grupo de galegos e galegas, alguns do Bierzo outros não, fomos cear ao Navia, e agora sim veio a valorização da experiência por parte dos que não estamos afeitos a vir a Ponferrada. Todos concordamos em ter experimentado a sensação de ser bem entendidos quando falava-mos, mas quase nunca ouvíamos falar na nossa língua mas que quando aparecia uma frase solta no meio do castelhano "...uma firminha..." ou como disse a mulher do café onde estivera o Xandre, quando lhe caiu a caixa com as saquetinhas do açúcar ao chão: "...alá vai...!" e o homem e a mulher que da esquina do balcão olhavam a cena que interrompia a sua conversa em castelhano dizem, talvez até sem eles próprios escutarem-se: "...que foi o que passou?" "não che sei..." Todos e todas nós experimentáramos o pressentimento de que o galego fica dentro das pessoas todas, mas fica como anestesiado, e eu não posso parar de pensar se todas essas adormideiras que inçam os formosíssimos arredores da cidade terão algo a ver...Pola noite o encerramento tive lugar no pub "La Gatera" com o concerto de Servando e a apresentação do seu disco "Som Voltas" Aqui, neste local, onde, em lugar de máximo destaque, está a nossa bandeira da estrela junto com uma de Nunca Mais, e um mural de Bierzo Livre pintado na parede em azul branco e negro, a festa foi a rachar; a imparável dança fez suar até as pedras todas das paredes do pub. Logo foram-se somando à festa mais e mais moços e moças, e embora o seu galego não era ele lá muito fluido, ha que dizer que houve algum que fez falar gaita, pandeireta, e tarranholas como poucas vezes eu ouvi na minha vida. Finalmente houve que ir em silêncio para o albergue onde os peregrinos desde bem cedo dormem. A caminho do albergue demos a volta para passarmos pola beira do castelo para ver se Nerea conseguia ver o dragão, acho que o sono (eram mais das duas da manhã) lhe permitiu algum auto-engano divertido. Mentres ela andava a procura do dragão eu espreitava as ruas e praças que estavam inçadas de gente nova, e tive a sensação, não sei se acertada, de estar numa cidade desnorteada, numa cidade à que lhe falta a certeza duma identidade; e foi ai que alguém, como se andasse a pensar o mesmo que eu, disse que adivinhava que toda a Galiza se converterá em algo similar a isto se a desfeita da língua não se para. Um calafrio percorreu o meu coiro. Este arrepio somado às palavras do Aquilino falando da necessidade de primeiros auxílios para o galego no Bierzo deixaram em mim a impressão de ter visitado o frente duma guerra, frente no que eu me julgara desde os 14 anos, mas aqui vim a compreender que só na retaguarda é que eu tinha estado.

Fomo-nos para o albergue, amanhã havia que erguer-se cedo e continuar a viagem para Trás-os-Montes, na outra raia administrativa. E ainda bem que em chegando lá receberíamos o efeito contrário ao que daqui levávamos, ou isso era o que eu antecipava, mas... mal pensava eu o que me aguardava por descobrir.

 

 

Viagem entre as raias. Parte II: O acordar

Era sábado de manhã, acordamos com os andares dos primeiros peregrinos, ai para as 5h30 a.m., mas houve que aguardar um bocadinho para poder arrancar a Nerea da liteira do alto e arrastá-la até o automóvel onde continuou a dormir.

Deixamos Ponferrada caminho do Barco, atravessamos as montanhas sentindo-nos abraçados pola beleza continuada dum bosque sem eucaliptos, soubemos que deixáramos o Bierzo atrás quando apareceram os primeiros letreiros com a nossa toponímia sem traduzir. E não vou dizer que nos sentimos bem, porque não é certo; eu fui-me com uma profunda saudade que alguém me transmitiu; não sei se foram os olhos da mulher que me pediu "uma firminha" ao botar gasolina, ou se foram os olhos com mirada de lobo que ainda se defende, e nos defende, de Felipe Lubián, ou talvez por não ter visitado as aldeias, e poder falar com os miúdos aos que não lhes está permitido levar a língua própria à escola... o certo é que eu parti com uma saudade imensa no meu corpo, que mesmo agora ao lembrá-la atrai até mim a cor dos telhados de piçarra que continuaram a fazer parte da paisagem até bem passada a Rua. Chegamos ao Barco e continuamos sem nos deter. Eu reparei que as adormideiras foram indo a menos e agora quase não havia.

Em A Gudinha (que até deveria ser Agudinha, não sim?), apanhamos a autovia e em pouco tempo estávamos em Verim, fomos para a estrada de Chaves e à saída de Verim eu vi um campo cheio de adormideiras e senti outro calafrio, era só uma leira, mas...

A mim as adormideiras sempre me fizeram pensar nas beberagens que o tio Rafael de Covas, seguindo as receitas duns livros chegados por correio de Barcelona, preparava; hoje vem-se-me à cabeça... se não andaria ele, que era pedreiro, e homem muito sábio, pensando já nalgum antídoto...

Passamos Chaves, Boticas, e fomos a Vilar, a aldeia de destino. Ao desligar o motor acordou Nerea, era a hora de vir o gado do monte; ela baixou o vidro da sua janela e perguntou quando é que chegávamos a Portugal; foi informada de que já cá, em Portugal, é que estávamos; "pois a mim aqui parece-me Covas" "e a mim também filha, a mim também... este lugar chama-se Vilar e agora vamos que os Encontros dos Dias da Criação já começaram e eu chego tarde..."

Quando entramos polo portão do quintal da casa de turismo rural ‘Eira Longa’ que acolhia estes encontros de criadores de poesia, narrativa, música, pintura, audiovisual, fotografia etc., na sala de reuniões estavam a falar Carlos Quiroga e José Maria Álvarez Cáccamo, que contavam qual é a situação da criação na Galiza actual. Depois seguiu-lhe um descanso e uma olhadela as exposições de arte que acolhiam os impecavelmente restaurados locais, e onde outrora estivera a moreia da lenha e a erva hoje dependuravam as obras de artistas galegos e portugueses. O espigueiro, de três claros, feito em pedra no mais clássico estilo, acolhia também desenhos artísticos. Logo do jantar, que naturalmente incluía carne assada do Barroso, vieram os actos literários e audiovisuais diversos, e os ecos atestaram de sotaques muito diversos o local, também tivemos ocasião de ouvir recitar poesia em Mirandês. Lá fica o recendo das falas galegas subidas nas traves, onde, em tempos, se subia a rapaziada para brincar e calcar na erva. Já pola noite, logo da ceia, vieram as actuações musicais, as declamações, e as performances. Tudo com total apertura, participou todo aquele que quis, o que fez possível a convivência de artistas consagrados e dados a experimentação do mais actualíssimo jazz ao piano, com outros músicos que estão apenas começando a sua carreira criativa. O único lema era a partilha. De aqui fomos a dormir, todos fomos hospedados em casas de turismo rural, a nossa ficava na entrada do parque natural do Geres, perto da barragem de Paradela. À manhã seguinte, de volta na casa da Eira Longa, logo dum pequeno almoço, deu-se começo aos actos de encerramento dos encontros. Vieram as valorizações, os planos de futuro, as trocas de telemóveis e endereços, os abraços e as palavras de apreço polo trabalho dos outros e a despedida, que rematou com um jantar no que não podia faltar a feijoada.

Quando já me dispunha a marchar, e já os meus aguardavam por mim no meio da aldeia, foi então que vi a senhora Ana Maria; estava na eira, de pé, perto da porta do comedor, disse-lhe adeus e ela respondeu: "Adeus filhinha, adeus..." Eu vi que era ela quem falava mas eu estava a ouvir a voz duma das mulheres de Covas, a minha aldeia. Acerquei-me e perguntei-lhe como é que se chamava, ela respondeu... O tom de voz, a melodia, o jeito de pousar os braços sobre o seu corpo, tudo, tudo a convertia numa mulher da minha aldeia. Eu passara estes dous dias entre diversos sotaques de falas portuguesas e galegas e nenhuma das pessoas, nem das portuguesas nem das galegas, falava a minha fala como a falava aquela mulher. Conversamos, eu perguntei e ela contou-me. Tinha eu estado rodeada de gente pensando que partilhava muito, para finalmente encontrar a pessoa com a que partilhava o modo de entender o mundo, o universo, e também a fala, que é algo mais do que a língua. A senhora Ana Maria, a quem a vontade me pediu chamar-lhe tia Ana Maria, como a qualquer mulher da minha aldeia, sabia a forma exacta de pousar a sua mão no meu braço, a distancia à que manter o seu rosto do meu, o jeito de fitar e o tom da sua voz, e percebeu que eu dominava o mesmo código. Por um momento toda a gente desapareceu, os poetas, os pintores, os músicos, os fotógrafos... e ficamos ela e eu sós na Eira Longa, duas mulheres que levam luto, a tia Ana Maria polo seu filho, e eu pola minha mãe. As duas sabemos que o mundo, que sempre fora nosso, deixou de pertencer-nos, e as duas nos vemos, nada importa que ela passe dos noventa e eu só dos quarenta, e sabemos que somos diferentes do resto, e até a fala deles, tanto tem galegos ou portugueses, é diferente da nossa.

Parti dali desconcertada; entre outras cousas a senhora Ana Maria contou-me que ela fora nascida nesta aldeia onde estávamos, Vilar, mas que casara em Covas, uma aldeia que fica por aqui perto, na comarca de Penalonga. Estes dous nomes eu nunca ouvira juntos fora da minha paroquia, constituida por duas únicas aldeias, Covas e Penalonga, que pertencem ao concelho de Os Blancos (OU), mas não quis interrogar a senhora Ana Maria, só mencionei a coincidência. Parti, e ao relatar-lhe aos meus a, altamente emocional, experiência, comecei a ter dúvidas, que não sabia como responder... Volvi a casa da Eira Longa e falei com a filha da senhora Ana Maria, vi que também esta falava como eu, e contei-lhe o das minhas aldeias, Covas e Penalonga, e ela disse que é uma coincidência muito divertida as nossas aldeias chamarem-se igual. Então perguntei-lhe que o quê pensava ela (era uma mulher uns 15 anos maior do que eu) do facto de ela, sua mãe, e mais eu falarmos mais parecido do que ela com muitos desses outros Portugueses, e se achava que era um efeito da televisão, porque é a explicação que eu lhe dou. Ela concorda comigo, e com esse efeito que a TV tem tido na maneira de falar dos novos, e acrescenta... "mas também depende muito das regiões de onde é a gente, e nós aqui somos galegos" Despedimo-nos com um abraço e eu, agora sim, parti.

Fui-me com mais saudade da que carrejara comigo do Bierzo. Porque eu vejo como polo Leste avançam os sons chegados de Madrid que abafam a minha língua e a também a minha fala, e ao mesmo tempo vejo como polo Sul, chegados de Lisboa, vem sons que, sem matar à minha língua, abafam a minha fala. Eu bem sei que muitos nunca podereis entender isto, outros simplesmente não querereis, mas eu sei que os que me conheceis bem, e mais os que já me vais conhecendo, sabeis que passou assim, tal como vo-lo conto, e nem precisaria de vos dar a minha palavra de honra, ora, eu dou-vo-la, a todos e a todas, de que tudo aconteceu tal como eu contei.


 

 

 
O do IES de Cacabelos, que denuncias os pais, non é novo, e nos denunciaremo-lo incansábeis PDF Correo-e
de Fala Ceive
Xoves, 27 de Xullo do 2006

PORQUE NOM SE DA TODA A INFORMACION AOS PAIS E MAIS SOBRE O ENSINO DO GALEGO NO BIERZO, E AINDA MENOS NAS PORTELAS

CARTA-QUEIXA DE FALA CEIBE AO PROCURADOR DO COMÚN DE CASTELA E LEÓN (VALEDOR DO POBO REXIONAL) SOBRE A FALTA DE INFORMACIÓN ESCOLAR
EN MATERIA DE ENSINO DO GALEGO.

A Asociación Cultural Fala Ceibe do Bierzo remesa Carta-queixa ao Procurador do Común de Castela e León sobre a falta de información escolar, en materia de ensino do idioma galego en O Bierzo, por parte da Dirección Provincial de Educación de León. Consideramos moi grave que se oculte deliberadamente á comunidade escolar en xeral a posibilidade que hai de estudar galego de forma voluntaria nos centros escolares de O Bierzo.

Fala Ceibe denuncia de novo a intencionalidade manifesta e continuada, por parte da dita Dirección Provincial de Educación de León, de non informar axeitadamente sobre a actual oferta escolar do ensino da lingua galega en O Bierzo. A nosa demanda baséase no contido na “Guía del estudiante del Curso 2005-2006”, referida á oferta escolar da provincia de León, editada pola Junta de Castela e León. No interior desta dita Guía oficial xorde a relación de todos os centros educativos públicos de ensino infantil e primaria (da páxina 17 á 21) e mailos correspondentes institutos (da páxina 32 á 38). Pois ben, en todos aparece unha completa información de diversos servizos que se presta en cada un de eles. Incluso nalgúns centros se indica tamén que contan co correspondente profesor de portugués. Sen embargo, en ningún deles xorde a referencia a que se imparten actualmente clases de idioma galego. A única excepción a este deliberado ocultamiento lingüístico é o caso da Escola Oficial de Idiomas de Ponferrada, na páxina 49 da comentada “Guía del estudiante” aparece a referencia a que se imparten 1º e 2º de Galego.

Fala Ceibe denuncia un curso máis a falta de obxectividade por parte da Dirección Provincial de Educación de León á hora de informar adecuadamente sobre a real oferta educativa da materia optativa de idioma galego nos centros escolares de O Bierzo. Neste sentido teimamos en que a Resolución do Procurador do Común de Castela e León, de febreiro de 2002, xa nos deu a razón á hora de facer unha demanda informativa semellante. Cómpre lembrar agora a todos e todas o contido concreto desta anterior Resolución da Oficina do Procurador do Común. No punto 5 das conclusiois dese documento (páxinas 5 e 6) lemos o seguinte. “Que se realice desde la Consejería, previamente a la finalización del curso 2001-2002, una campaña informativa sobre el Acuerdo de Cooperación entre la Xunta de Galicia y la Junta de Castilla y León para la promoción del idioma gallego en los territorios limítrofes de las Comunidades Autónomas, con el fin de que todos aquellos centros docentes que estén interesados puedan tener conocimiento de la posibilidad de impartir la enseñanza de la lengua gallega en el próximo curso 2002-2003”.

Fala Ceibe dirixese ao Procurador do Común Castela e León para que valore se esta insuficiente información sobre a actual oferta educativa, da materia voluntaria de lingua galega nos centros escolares de O Bierzo, contida na dita “Guía del estudiante” debe ser completada e actualizada para o curso 2006-2007. Pedimos á Oficina do Procurador do Común que inste á Consejería de Educación, da Junta de Castela e León, a que cumpra coa obliga legal de informar obxectivamente sobre a real oferta escolar pública nos centros escolares da provincia de León.

 Ponferrada, luns 24 de abril de 2006. Asociación Cultural Fala Ceibe

Apdo. postal 257, 24400 Ponferrada.



 
O Curso 2006-07 ten que ser de novos avanzos PDF Correo-e
de Fala Ceive
Xoves, 27 de Xullo do 2006

ANTE O CURSO ESCOLAR 2005-2006. O GALEGO SEGUE AVANTE

Por Xabier Lago Mestre. PRESIDENTE DA ASOCIACIÓN CULTURAL FALA CEIVE

O novo curso escolar 2005-06 presenta para o alunado berciano a novidade de poder estudiar o idioma galego como unha materia optativa máis en cuarto do Ensino Secundario Obrigatorio. A correspondente Orde da Consellería de Educación da Junta de Castela e León, de xullo de hogano, regula o currículo da asignatura de Lingua e Cultura Galegas, concretando os seus obxectivos, contidos e criterios de avalidación. A súa oferta por parte dos centros educativos de O Bierzo non require previa autorización da Dirección Xeral de Planificación e Ordenación Educativa castelá, e deberá ser impartida por profesorado habilitado en idioma galego. É importante indicar que a aprobación desta nova materia polo alunado servirá para obter a correspondente titulación oficial por parte da Xunta de Galicia.

Así pois, os bercianos conseguimos un novo avance no ensino da nosa lingua territorial nos centros escolares. Recordemos que o proceso de incorporación do idioma galego ao sistema educativo tomou un novo pulo coa sinatura do Acordo de Colaboración entre a Xunta de Galicia e maila Junta de Castela e León, en Vilafranca o 18 de xullo de 2001. Con esta nova medida educativa damos un salto cualitativo no ensino do galego porque agora se recoñece a competencia lingüística cun maior nivel académico no ESO.


O que hai que denunciar unha vez máis é que a Consellería de Educación castelá siga sen cumprir as recomendaciois do Procurador do Común (febreiro de 2002 e decembro de 2004) sobre a necesidade de realizar unha campaña escolar axeitada da actual oferta da materia de lingua galega nos distintos niveis educativos e centros de O Bierzo. Razón pola cal aproveitamos esta ocasión para informar á comunidade berciana sobre a comentada novidade educativa, e tamén para insistir nas vantaxes que supón a aprendizaxe do idioma galego.
 
Estudiar galego permite recuperar este valioso patrimonio lingüístico berciano. Ademáis a aprendizaxe do noso idioma territorial resulta moi doado porque O Bierzo histórica, xeográfica e culturalmente ten moito de galego (paisaxe, toponimia, tradiciois, arquitectura rural, música, gastronomía, etc). Rexeitar estes concretos vincallos, quizáis por mor duns ilóxicos prexuízos antigalegos, é negar a nosa existencia como bercianos cunha idiosincrasia colectiva diferenciada. Tampouco debemos olvidar ese alunado berciano que ano tras ano opta por continuar os seus estudios nalgunha das tres universidades galegas, e que grazas ao coñecemento do galego de O Bierzo consegue integrarse millor nestes centros superiores. Outro tanto hai que dicir dos bercianos que aspiran a ocuparen un emprego público (Xunta, Sergas, universidades, deputaciois, etc) ou privado (medios de comunicación, comercio...) na veciña Galicia, e que necesitan saber galego. Que sempre será millor traballar a uns quilómetros ao oeste, onde un berciano se sente como na súa terra mai, que non ter que emigrar a Madrid, Cataluña ou Valencia. Asemade o coñecemento do galego nos permite o acceso a outros medios de comunicación (TVG, Radio Galega, internet e demáis) para ter unha información máis completa. E por último dicir que dende o galego hai un sinxelo paso ao portugués-brasileiro, medrando así a nosa eficacia políglota.
 
Todos sabemos que houbo unha fractura xeracional entre os bercianos con lingua familiar galega e os seus descendentes, escolarizados en castelao durante a segunda metade do século XX. Pois ben, a actual ensinanza do galego en O Bierzo está posibilitando que os neofalantes teñamos un protagonismo especial na recuperación da nosa lingua minorizada. ¿Cómo? normalizando o uso deste idioma nos centros escolares, prestixiándoo tamén a nivel familiar, veciñal e social, ou a través do activismo cultural que está favorecendo no fondo un verdadeiro “rexurdimento galego-berciano”.


Ponferrada, setembro de 2005. http://obierzoceibe.blogspot.com

 
Semana Santa 2006, reivindicativa PDF Correo-e
de Fala Ceive
Xoves, 27 de Xullo do 2006

FALA CEIBE FIXO, DA SEMANA SANTA 2006, UNHA SEMANA REIVINDICATIVA

Esta Semana Santa os ceibes aproveitamos para retomar a reivindicación máis directa. Así o venres madrugamos para coa manciña coller as bicis e saír cara a Cacabelos. Na saída de Ponferrada fixemos buzoneo na mesma avenida dos escritores, no novo barrio da antiga estación de vía estreita da MSP, logo tomamos a avenida de Galicia, de Camponaraia, deixando tamén os nosos carteis nas paradas do autobús. Á altura de Magaz de Abaixo puidemos desfrutar da vista do xeolóxico estreito, polo que o Sil penetra na Comunidade Autónoma de Galiza. O día era bo e soleado e con este tempo chegamos a Cacabelos, o noso destino.

Nesta vila de Cacabelos comezamos o buzoneo pola nova urbanización da Cooperativa de Viños, onda viven matrimonios xoves con fillos cativos, os nosos potenciais demandantes de ensino de galego nos centros escolares desta poboación. A razón deste buzoneo de Fala Ceibe era contrarrestar certa resistencia que hai por parte de alguis profesores do instituto de secundaria, Bergidum Flavium, ao mantemento da materia optativa de galego.No percorrido polas rúas da vila, casa por casa, comercios incluídos, atopamos unha procesión de Semana Santa. Tamén deixamos a nosa información vindicativa sobre a ensinanza do galego nos parabrisas dos autos que atopamos aparcados ao noso paso. Despois dun par de horas regresamos polo mesmo camiño feito ata Ponferrada.

O sabado seguinte concrentramos os nosos esforzos na capital Ponferrada. O noso obxectivo nesta ocasión foi o comercio. Repartimos cartas con folletos que incitaban a utilizar o idioma galega na rotulación, a cartelería, a propaganda e demais, baixo o eslogan de “En galego vendes máis... O Bierzo bilingüe amplía mercados”. Todo o centro da cidade foi buzoneano. Dende logo que agora o comercio ponferradino saberá máis da existencia de Fala Ceibe do Bierzo. Esta é unha forma máis de crear conciencia favorable ao uso comercial do galego na nosa rexión berciana.

O domingo tamén deixamos carteliños vindicativos nos parabrisas dos autos aparcados no centro de Ponferrada, e tamén realizamos unha pequena pegada de carteis de Fala Ceibe nas paredes da cidade. Ao día seguinte fixemos unha nova doazón de máis de 100 libros en galego á biblioteca da Casa da Cultura da capital berciana. Este lote de libros recibímolos da editorial Xerais de Vigo, e inclúe as últimas novidades en ensaio, novela, poesía, teatro e demais. Seguro que van vir moi ben para toda a poboación lectora do Bierzo, xa que esta biblioteca ten un claro carácter comarcal.

Rematamos dicindo que Fala Ceibe segue a traballar na súa estratexia reivindicativa ante as reformas dos Estatutos de Autonomía de Castela-León, Galicia e do Consello do Bierzo. Tamén traballamos na elaboración dunha nova carta-queixa para o Procurador do Común de Castela e León polo ocultamento deliberado do ensino do galego na documentación informativa da Delegación Provincial de Educación de León. Pola outra banda, a coodinadora do Día das Letras Galegas 2006 no Bierzo, Silvia Ribas, está ultimando a celebración desta festividade cultural galega para mediados de maio.


Ponferrada, abril de 2006.

http://obierzoceibe.blogspot.com


 
Impiden de estudar galego no IES de Cacabelos PDF Correo-e
Fala Ceive
Luns, 24 de Xullo do 2006

IMPIDEN ESTUDAR GALEGO NO INSTITUTO DE CACABELOS

 


A asociación Fala Ceibe denuncia os atrancos que está a sofrir a lingua galega no IES Bergidum Flavium de Cacabelos, xa que, tal como nos comunica un pai posto en contacto connosco, non se lles está a permitir aos alumnos de 4º de ESO escoller a optativa de Lengua y Cultua Gallega, e o que aínda é máis grave, no sobre de matrícula non se lles informa tampouco da posibilidade de escoller Ciencias Sociais en galego en 4º, a pesar de que existe o compromiso de informar aos pais desta posibilidade e de que no sobre da matrícula ten que ir unha autorización para que os pais que o desexen a cubran.


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Crónica dos actos do 15 aniversário do Consello Comarcal do Bierzo PDF Correo-e
do Berzo
Xoves, 06 de Xullo do 2006

15º ANIVERSARIO DE LA CREACIÓN DEL CONSEJO DE EL BIERZO

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El 15º aniversario de la creación del Consejo de El Bierzo consistió en la celebración de una Jornada de debate sobre Comarcalización (sábado 24 de junio de 2006) y la posterior fiesta popular (sábado 1 de julio). En este artículo nos vamos a centrar solamente en la Jornada de debate que permitió conocer diversas posturas ideológicas y políticas sobre la problemática autonomista de O Bierzo y algunos proyectos comarcalizadores del Estado.

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Fala Ceibe Pide a Revisión do Acordo Interautonómico para o ensino do Galego no Bierzo PDF Correo-e
Fala Ceive
Martes, 04 de Xullo do 2006

FALA CEIBE DO BIERZO PIDE A REVISIÓN DO ACORDO INTERAUTONÓMICO PARA O ENSINO DO GALEGO NO BIERZO.

A Asociación Cultural Fala Ceibe do Bierzo  lembra que o Acordo de Cooperación para a promoción do idioma galego en O Bierzo, sinado entre a Xunta de Galicia e maila Junta de Castela e León (Vilafranca do Bierzo, 18 de xullo de 2001), ten  unha duración de 5 anos, polo que está a punto de cumprir a súa vixencia. Razón pola que  reclamamos ás dúas administraciois implicadas, non a sinxela prórroga automática senón unha revisión do texto xurídico que actualice o seu contido. Neste sentido engadimos algunhas propostas que consideramos de interese. 

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Manifiesto Regional, El Bierzo Siglo XXI PDF Correo-e
do Berzo
Venres, 30 de Xuño do 2006

MANIFIESTO REGIONAL  “EL BIERZO DEL SIGLO XXI”.

  La celebración del 15º aniversario de la creación del Consejo Comarcal de El Bierzo es un motivo de fiesta compartida por todos los que nos identificamos con este territorio. Esta fecha tan especial, para las aspiraciones autonomistas de los bercianos y las bercianas, sirve de sentido homenaje a las generaciones anteriores que también reivindicaron un mayor protagonismo institucional de El Bierzo. Y es que el Consejo Comarcal actual no se puede entender sin tener presente el proceso autonomista de los siglos anteriores, en los que se reclamó continuamente la recuperación de la Provincia histórica de El Bierzo.

El Bierzo se juega mucho en este inicio del siglo XXI. Tenemos que superar las crisis de la minería del carbón y del medio rural de la periferia montañosa que sufre los duros efectos demográficos de la despoblación. El nuevo ciclo económico de nuestra región berciana se debe fundamentar en el desarrollo sostenible, compatible con el mantenimiento del medio natural y la calidad de vida. La economía de mercado globalizada exige nuestra especialización. Por eso precisamos reforzar nuestro sector terciario comandado por Ponferrada, una mayor calidad del ámbito primario, hortofrutícola, vinícola, cárnico y forestal de la mano de las (denominaciones de origen, indicaciones geográficas...), una variada oferta turística rural (As Médulas, Os Ancares, tren Ponfeblino, Tebaida berciana, etc), energías ecológicas (aerogeneradores, hidráulica, etc), centros logísticos del transporte combinado y polígonos industriales, vías terrestres rápidas (autovías, ferrocarril...), acceso rápido a las nuevas tecnologías de la información, etcétera.

Los nuevos procesos de globalización mundial que afectan a El Bierzo no son impedimento para mantener nuestra identidad territorial y cultural. La acentuación de la inmigración durante los últimos años va a continuar y resulta muy necesaria para el desarrollo berciano. Además la convivencia intercultural siempre estuvo presente a lo largo de nuestra historia. Por otra parte, la tendencia a la uniformización cultural debe ser complementada con la protección y el fomento de nuestro patrimonio lingüístico, caso del idioma gallego-berciano. Debemos tomar conciencia de la importancia estatal e internacional de nuestra lengua territorial cuando se inserta en el dominio idiomático gallego-portugués-brasileño.

Conviene asumir que el acelerado proceso económico capitalista que nos afecta está alterando la ordenación territorial de El Bierzo. Se consolida la capitalidad regional en Ponferrada. Esta ciudad de tipo medio, suficientemente alejada de los otros centros económicos y políticos, ejerce una fuerte centralidad sobre su región Sileste de influencia. Se establecen nuevas jerarquías geofuncionales entre las diferentes comarcas (Boeza, La Cabrera, Valdeorras, Valcarce, Ancares, Laciana...) y las poblaciones (villas, pueblos, aldeas y barrios). El proceso de urbanización progresivo acentuará la despoblación de nuestros numerosos núcleos de población menores más periféricos y montañosos.

La región berciana en el siglo XXI debe exigir un mayor protagonismo territorial y político. Toda estructura institucional o administrativa que impida nuestro desarrollo socieconómico y democrático debe ser cuestionada y superada. Ya no se puede defender la existencia de una división provincial de 1833, de claro origen centralizador, que no reparte los servicios públicos estatales y autonómicos de forma equilibrada, discriminando claramente a El Bierzo. Nuestra región merece un mejor trato institucional, y por eso se debe reforzar la autonomía política e institucional del Consejo de El Bierzo. En este sentido, será fundamental que se nos reconozca de forma expresa nuestra “autonomía territorial específica” en la próxima reforma del Estatuto de Autonomía de Castilla y León. Además debemos profundizar más en el proceso democratizador interno, en todas y cada una de nuestras instituciones, a saber, Consejo de El Bierzo (mediante la elección directa de nuestros representantes), ayuntamientos y pedanías, las cuales deben contar con la participación activa de las asociaciones de vecinos y de los diversos colectivos sociales a quienes les afecten las decisiones políticas definitivas.

En fin, que no debemos perder la esperanza de conseguir lo mejor para El Bierzo en este siglo XXI. Por eso os animo a todos y todas a gritar conmigo un sentido Viva El Bierzo!.

Cacabelos, sábado 1 de junio de 2006.
 
Informe do Conselho Consultivo das Astúrias PDF Correo-e
Fala Ceive
Luns, 26 de Xuño do 2006

Mal pintam as cousas para o Asturo-leonês nas Astúrias (e para o galego)

Um Conselho Consultivo de Comunidade Autónoma, vem ocupar na comunidade autónoma, o role que ao Consello de Estado fixam as leis do estado.

Um conselho consultivo tem que centrar as suas analises  nos aspeitos jurídicos da proposta consultada. É dizer em se vai contra o ordenamento, se se ajustar a ele ou que questões haveria que remover para que fora válida, se puder se-lo.

Os informes dos Conselhos Consultivos podem ser preceptivos e voluntários.

Os conselhos Consultivos forom criados nas CC.AA. com o visto e praz do T. Constitucional, dada a existência de inumeros ditames preceptivos que a saturaçom do Conselho de Estado (estatal) acabava por fazer irregulares ao faltar o elemento preceptivo (e por tanto imprecindível) do informe.

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Formoso texto do Português José Chão de Lamas PDF Correo-e
Achado na imprensa
Venres, 23 de Xuño do 2006

PORQUE É QUE NÓS, PORTUGUESES, DEVEMOS AMAR A GALIZA

A primeira questão que, como portugueses, devemos colocar-nos, é se é possível, ou se algum dia teria sido possível, a existência de Portugal sem a existência da Galiza. Corria o século XIX, que entrava no seu último quartel, e num jornal do Porto, «O Primeiro de Janeiro», era entrevistado o grande historiador Alexandre Herculano. O jornalista demorava-se em pormenores do que estava nas origens de Portugal, e o historiador respondeu-lhe: “Portugal é a criação do génio galego”.



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Meigas Fora PDF Correo-e
Achado na imprensa
Venres, 23 de Xuño do 2006

Cacharelas protagonistas da festa do verão

PGL.- Galiza toda, e nem só, celebra hoje a noite do Sam Joám, uma festa que conserva todo o sabor tradicional para homenagear o solstício de verão. A «noite mais curta do ano» será vivida por volta do lume, mais uma vez, e os diferentes centros sociais galegos têm marcado grandes convívios, nos quais não ham de faltar nem a camaradagem nem o divertimento.
[+...]

Para começar, especiais são os eventos organizados pelas associações culturais A Esmorga, em Ourense, e A Gentalha do Pichel , em Compostela, nuns momentos críticos dos seus projectos culturais que, no entanto, estão conseguindo sobreviver graças à ajuda e solidariedade de inúmeras pessoas.

Na capital das Burgas, o Parque da Sapatilha acolherá, desde as 19h00, um evento que oferecerá jogos para crianças, um obradoiro de dança tradicional galega e, ainda, um espectáculo de arte com balões. A seguir, pelas 21h00, a comida tradicional, a bebida com moderação, e a animação de malabares acompanharão o «lume novo», tal qual anunciam da Esmorga.

Na capital da Galiza, a Gentalha tem marcado um grande evento na Praça da Peixaria Velha (ao lado do Avante, em frente do Cavalo Branco), embora apontem que a Câmara Municipal ainda não deu a permissão para a sua realização, facto esse que pode fazer perigar o evento.

Em princípio, uma «cacharelinha» aquecerá a festa, na qual os chouriços com pão (de graça), a bebida, a foliada e as ervas do Sam Joám amenizarão a conhecida como «Segunda Cacharela Picheleira», a decorrer desde as 22h00.

Por seu lado, o grupo de recuperaçom de festas populares A Revolta da Fundaçom Artábria, é responsável pela organização em Ferrol de mais uma «Lumeirada da Revolta». Mais uma vez a Ribeira de Carança será palco de uma grande festa com música, sardinhas, chouriços, vegetal, cerveja e vinho.

Ainda, salientamos também a «Cacharela» que, a partir das 22h00, iluminará a Praça de Chaviám, em Bertamirães, sob a organização da Fouce de Ouro, bem como a «I Cacharela de Solstício de Verám» na Ponte de Sam Roque, em Ponte Areias, por cuja organização são responsáveis conjuntas a Assembleia Aberta do Local Social Baiuca Vermelha e a Associaçom Cultural Galeguiza.

Esta noite do 24, como sempre, toda a Galiza e Leom (o velho reino) é uma festa que se vive com especial intensidade entre o rio Órbigo e Fisterra; Uma festa a volta do mágico rito do lume.

Alegria, língua e sáude em democrácia e com solidariedade.... meigas Fora 

 
15 anos do Consello Comarcal do Bierzo. Festa rachada PDF Correo-e
Fala Ceive
Venres, 23 de Xuño do 2006
O sábado 24, é a festa do Consello Comarcal do Bierzo

O Consello Comarcal do Bierzo cumpre 15 anos e celebra-o con unha festa. Os actos comezan as 10:30 horas nos salois do Ponferrada Park.

É muito o que debemos festexar pola existéncia deste Consello comarcal, e pola pronta incoporación ao mesmo de Palacios de Sil, e pola non mui lonxana incorporación de La Baña e Castrillo de Cabreira.

Alén diso, debemos reclamar que o Bierzo teña un tratamento específico no novo estatuto de Castela e León, que estexa no estatuto novo co relevo que corresponde, que as competéncias do Consello Comarcal teñan polo menos o alcance das do Consello do Val de Aran na Cataluña, e que a língua galega como língua própria do Bierzo, asi como de outras zonas da nosa Comunidade Autónoma (As Portelas) teña o debido recoñecemento. Pois os direitos linguísticos, son direitos básicos das pesoas, e ten que ser debidamente recoñecidos seguindo as recomendaciois para a nosa comunidade do Consello da Europa.

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O galego Proibido de Lubian PDF Correo-e
Fala Ceive
Mércores, 21 de Xuño do 2006

A Mesa agasalla unha caixa de DVDs e banda deseñada aos escolares de Lubián e exíxelle á Junta de Castilla y León que finalice a 'intolerábel prohibición' do galego

A Junta de Castilla y León avala a prohibición de falar galego na escola de Lubián

No 2002, un neno e unha nena recibiron o castigo no colexio de escribir 200 veces “No hablaré gallego en clase”

Na escola de Lubián, concello galego-falante pertencente á provincia de Zamora, os nenos e as nenas teñen prohibido falar galego. A situación non é nova, pois xa no ano 2002 unhas familias denunciaran aos medios de comunicación que un neno e unha nena recibiran o castigo por parte do profesor de escribir duascentas veces “No hablaré gallego en clase”.


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Fala Ceive e o proceso reclamador no Bierzo PDF Correo-e
de Fala Ceive
Sábado, 17 de Xuño do 2006

FALA CEIBE: O PROCESO RECLAMADOR NO BIERZO (1998-2006).

Secretaría de comunicación de Fala Ceibe.

A Asociación cultural Fala Ceibe naceu en 1998 como reacción á negación por parte da Dirección Provincial de Educación de León a permitir o ensino da materia de galego no Instituto Álvaro de Mendaña de Ponferrada.

Este feito antigalego, contra a nosa identidade, permitiu tomar conciencia da necesidade que había de autoorganizarse para defender os nosos dereitos lingüísticos. Pola outra banda, Fala Ceibe concentrou as súas actividades reivindicativas en Ponferrada, intentábase así abrir unha nova fronte galeguista, distinta á tradicional que representaba o eixe Corullón-Vilafranca, e deste xeito contaxiar culturalmente ao resto da rexión berciana. Sabiamos ben que a proxección reclamativa dende Ponferrada demostraríase máis eficaz para a difusión ideolóxica, tanto no territorios comarcal e provincial coma nas Comunidades Autónomas de Castela e León e Galicia.


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Pedimento ao Parlamento Galego PDF Correo-e
Fala Ceive
Xoves, 15 de Xuño do 2006
PEDIMENTO AO PARLAMENTO GALEGO DE RESOLUCIÓN A PROL DO GALEGO
NO ESTATUTO DE CASTELA E LEÓN.

A Asociación Cultural Fala Ceibe do Bierzo, diríxese aos partidos políticos da Comunidade Autónoma de Galicia para que aproben unha Resolución do Parlamento Galego a prol da declaración de oficialidade da lingua galega no Estatuto de Autonomía de Castela e León. Lembramos que a Lei galega 3/1983 , de 15 de xuño, de Normalización Lingüística, no seu artigo 21, recoñoce “protexe-la lingua galega falada en territorios lindeiros coa Comunidade Autónoma”. Non cabe dúbida que esta Lei autonómica fai unha implícita mención aos 4 territorios de Navia-Eo, O Bierzo, As Portelas da Seabra zamorá e Val do Ellas cacereño, polos seus vincallos histórico, cultural e lingüístico con Galiza.

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Mui boa acolhida a nova web de Fala Ceive PDF Correo-e
Novas do web
Luns, 12 de Xuño do 2006
Som vários os portais , como por ex. o PGL, que se tem feito eco da nova web de Fala Ceive. Neste curto espaço de tempo desde que está no ciberespaço som muitas as  visitas recebida...
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A nova web de Fala Ceive PDF Correo-e
Novas do web
Martes, 06 de Xuño do 2006

Temos umha nova Web

Coa que aguardamos poder estar todos mais proximos e muito melhor informados do que ocorre no nosso mundo, no nosso universo berziano e nos seus arredores

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Ano de 1767; Provincia del Bierzo, Reyno de Galicia PDF Correo-e
Consello Comarcal Bierzo e CyL
Martes, 06 de Xuño do 2006

Ano 1767: Provincia del Vierzo, Reyno de Galicia

por Carlos Bello

A continuación reproducimos un documento orixinal sobre un Preito por unha corta de carballos na devesa de Cavachoín, da freguesia de Santalla do Bierzo, no ano 1767. Nel fixase que o lugar de Santalla do Bierzo, pertence ao Reino da Galiza.

Bibliografía:

GARCIA GONZÁLEZ, M.J.; El Bierzo a finales del siglo XVIII, Instituto de Estudios Bercianos, Ponferrada, 1998.

HIGUERA QUINDÓS, M.; Santalla del Bierzo: un pleito de 1767, Ponferrada, 1994.

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A reivindicación galegoberciana PDF Correo-e
Outras novas
Martes, 06 de Xuño do 2006

A MICROREIVINDICACIÓN GALEGOBERCIANA IGNORADA POLO ACADEMICISMO
   
 Chamamos microreivindicación á dinámica reclamativa a cotío feita de xeito constante e continuo polo movemento galegoberciano. No caso de Fala Ceibe incluímos nesa categorización diversas formas de activismo. Así se concretan no buzoneo casa por casa, pobo por pobo, barrio por barrio, cartas aos directores dos centros escolares, ao profesorado e ás asociacions de mais e pais, participación en foros bercianos para internautas, queixas ao Procurador do Común de Castela e León (o Defensor do Pobo rexional), entrevistas con políticos do pp, psoe, iu..., comunicados de prensa, actualización da nosa web www.falaceibe.tk, pequenas investigaciois filolóxicas, históricas, toponímicas, xurídicas, etc, turismo cultural que procura o contacto cos lugareños na súa lingua, recollida de libros galegos para doalos ás bibliotecas públicas e mailos centros escolares do Bierzo, pegada de carteis polas rúas, nas paradas dos autocarros, etc pintadas correctoras da toponimia, diálogo polémico vis a vis sobre dialectismo/normativización, actos culturais públicos, etcétera.

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A província do Bierzo no século XV PDF Correo-e
Consello Comarcal Bierzo e CyL
Martes, 06 de Xuño do 2006

A PROVINCIA DO BIERZO NO SÉCULO XV

Xabier Lago Mestre
 
Castelo de Ponferrada, un dos últimos lugares en resistir á invasión castelá dos RRCC.  
 A fins do século XV o conde de Lemos, Rodrigo, que tiña parte dos seus territorios no Bierzo, rebelouse contra os Reis Católicos. O condado de Lemos presentaba problemas sucesorios, e os Reis Católicos tomaron partido polos outros pretendentes, aliados da casa dos Pimentel de Benavente, inimigos estes dos condes galegos de Lemos. Rodrigo encastelouse e resistiu en Ponferrada, mentres que os Reis organizaron un exército castelao contra el que, tralas escaramuzas e negociaciois, conseguiu tomar o castelo e maila vila.

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