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Domingo, 06 de Xaneiro do 2008 |
MODELO PARA ARMAR IIPOR ERNESTO VAZQUEZ SOUZA desde Valhadolid
"Por esta porta entrou namorado o trobador Fernando Esquio polo ano 1200" (Placa na Porta Minha de Lugo) A. Ponhamos por caso que replicamos um discurso espanholista clássico que se está a pronunciar contra a maldade separatista catalã e basca e a imposição de pensamento quanto língua dizendo que no fundo eles têm medo a desaparição e que por isso agem desse jeito. Falam línguas minoritárias e não têm muita saída. Que não são preocupantes a médio e longo prazo. E que a nós como galegos realmente não nos fazem mal.
B. Indiquemos, porém ao acaso que aos galegos essas atitudes separatistas não nos parecem lógicas dado que nós somos espanhois. C. Tomada a conversa à supressa convêm engadir que de facto já era mesmo Galiza Espanha, quando Leom não se repovoara, quando não se tomara Zamora e até mesmo antes de que Diego Rodrigues Porcelos fundara Burgos... Nada que falar de Madrid, Estremadura, Murcia, Andaluzia... em resumo "que teve Galiza Leis antes que Castela Reis" C. E continue-se dizendo se não vão ser espanhois os glegos se sem eles não se teria produzido a Reconquista, não teria sido Espanha uma potência militar e diplomática e nem se teria expulsado o Francês que agora celebra o bicentenário.
D. Além do facto inquestionável da presença galega na América onde os espanhois são gallegos. E. Engada-se que além disso os galegos não se importam de medos pois não falam uma língua minoritária senão o mais antigo dialecto (pois já entrava Fernando Esquio namorado pela porta Minha de Lugo, quando ainda Lisboa espreguiçava o galego) de um conjunto linguístico com mais falantes que o Alemão e com maior presença no Globo terráqueo. F. E que por isso os galegos não nos preocupamos no fundo com essas cousas de marcianos de alguém impor ou nos impor línguas e nações.
O discurso funciona em dupla linha. Ando a experimentar cá em Valhadolid. Comprovo que descoloca o espanholismo radical (não é a primeira vez que venho de sentir o terror que o sorriso de um galego pode chegar a produzir) e que além permite integrar o espanholismo galego (que no fundo não é espanhol por muito que queira ser ao jeito "espanhol") dos galegos. Actividade de repasso Indique-se a quem pertencem estas duas respostas comentado o anterior texto: a. Decididamente os galegos são marcianos. b. É o que eu venho dizendo há muitos anos. 1. Varão, galego, 60 anos, votante radical do PP, furibundo "antinacionalista". 2. Varão, castelhano, 60 anos, votante radical do PP, furibundo "antinacionalista". |