PASSAMENTO DE FRANK CALDEIRO, O ASTRONAUTA DE TOURAL DOS VADOS Sonhava com contemplar desde o espaço, Toural dos Vados, Argentina e Samos. Confessou-lho ao Diário de Leon durante uma de suas habituais férias estivales em Toural, em junho do 2002. Fernando, Frank, Caldeiro, esteve a ponto de fazer realidade o seu sonho, mas uma grave e prolongada doença malogrou as suas possibilidades verdadeiras de participar numa missão da Nasa com destino à estação internacional Alfa.
Frank faleceu no passado sábado em Houston aos 51 anos, consciente já desde havia tempo de que não poderia cumprir seu anseio de se converter no primeiro astronauta argentino, de raizes berzianas. Seus parentes e amigos em Toural dos Vados receberam este fim de semana com enorme tristeza o passamento para o céu de Fernando. Ainda que tinha nascido na Argentina, nunca perdeu a conexão com a localidade berziana na que tinha nascido o seu pai. Sentia sempre uma especial emoción ao escuitar a língua galega que o trasladava ao Berzo. Fernando, Frank, Caldeiro estudou na Universidade de Arizona, onde se licenciou em Engenharia Mecânica. Foi director de provas do bombardero B-10 e em 1991 ingressou na Nasa como experiente em sistemas de propulsão e criogénico. Sua grande meta, no entanto, tinha-lha colocado no ano 2003, quando a agência espacial norte-americana tinha decidido enviar uma nave à estação internacional Alfa em cujo interior ele viajaria. A doença que lhe terminou segando a vida faz já muito tempo que truncó esses propósitos. Vivia em Houston com sua mulher e seus dois filhos e ocupava-se da Planejamento de Operações dos Astronautas da Nasa. No céu e na terra. Frank tinha a cabeça posta sempre no espaço, nas estrelas, mas Fernando estava fortemente amarrado a suas raízes. Era raro o verão que não aparecia por Toural dos Vados, e não falhava ao diário café no bar da estação com os seus amigos. Toural era o povo das suas raizes que ele figera seu, como a aldeia de Coinhas, em Samos, onde tinha nascido seu avô paterno, sentia as duas unidas na comum língua, que para ele era sempre o melhor refrigério. |