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Texto colado de PensaGZ Faz pouco tempo, o decano do Colégio Profissional de Jornalistas da Galiza, José Manuel Veiga Gomes, defendia que as instituições públicas não deviam aportar dinheiro aos meios de comunicação enquanto esta ajuda não se traduzisse "numa promoção efectiva da língua galega", quer dizer, num aumento quantitativo e qualitativo da presença do nosso idioma. Agora, o Grupo Voz quer renovar o acordo com o Parlamento galego para editar o BOPG e o DSPG, que lhe reporta notáveis benefícios. Como todo o mundo sabe, o Grupo Voz não se destaca precisamente por uma "promoção efectiva" do galego. A caducidade do acordo parece ter sobressaltado de supetão os responsaveis deste grupo mediático, até o ponto de o seu gerente, Santiago Peres Outeiro, ter redigido uma carta à Câmara galega solicitando a renovação do convénio que possibilita o Grupo Voz lucrar-se com a publicação do Boleto Oficial do Parlamento da Galiza (BOPG) e do Diário de Sessões do Parlamento Galego (DSPG).
Se as palavras do decano do Colégio tivessem algum efeito, este deveria ser imediatamente a cancelação do contrato actual e adjudicar-lhe a concessão a alguma da empresas que no dia a dia, contra todas as dificuldades, agem e se esforçam por trabalharem no nosso idioma nacional. Referimo-nos, por exemplo, a meios tão qualificados como Promocións Culturais Galegas (A Nosa Terra), Minho Média (Novas da Galiza ou Vieiros (Vieiros.com). Desde logo, uma concessão destas características conseguiria um efeito conscienciador de que "Roma não paga a traidores" ou, noutras palavras, de que a Câmara onde reside a soberania galega apenas destinará o seu orçamento naquelas entidades com autêntica vocação de serviço ao país, e não simples mercadeiros da informação. E, por suposto, alicerçaria a ideia de que as empresas e entidades que apostam polo nosso idioma são recompensadas, e não marginalizadas como até agora acontece. Por exemplo, a petição de Peres Outeiro está redigida, como não podia ser de outra forma, em castelhano. Como destinar o nosso dinheiro a uma empresa que até para esmolar das instituições galegas utiliza o castelhano? Qual poderia ser a promoção efectiva da nossa língua? Seria, na nossa humilde opinião, pouco menos que subvencionarmos o assassinato da nossa língua no seu país de origem, condenando-a à pura ritualização (BOPG e DSPG) e impressa por um grupo mediático com vocação espanhola ou espanholizante. Oxalá que nunca mais Compostela pague a traidores. Texto colado de PensaGZ |