A verdade verdadeira do acordo normativo de concórdia
No meio de tanta informaçom desinformante que se tém na Galiza, na que se segue sem entender que nom existe nem pode haver normalizaçom do galego sem normativizaçom, e que o modelo de língua escrita vai paralelo e é um condicionante dos outros usos da língua; e é por isso mesmo, que o modelo Xunta é um elemento fulcral da política linguística da Junta de Galiza e do Governo de Espanha, que consiste pura e simplesmente na substituiçom do galego polo espanhol, dum modo paradigmático, e que podemos denominar o modelo estupefaciente. Botemo-lhe umha olhada à realidade da língua e como se enquadra nessa realidade o Acordo Normativo (frustrado), e temos: 1- Que o galego é o português som cientificamente duas variedades, ou falas dum mesmo diaxistema o galego-português-brasileiro, é dizer codialectos dumha mesma língua. Chega com consultar qualquer texto filológico ou linguístico, publicado na Galiza (antes de 1970) ou no mundo, v.g. o Cambridge Linguistic Atlas, os Zeitschrift für Romanische Philologie, as gramáticas do português por ex. a de Celso Cunha..etc, etc. 2- Que a Galiza histórica foi dividida na idade media em dous estados, Espanha (ou a Galiza que usufrue esse nome) e Portugal. (A Galiza do além-Minho expansionou-se cara abaixo (no mapa), e deu-lhe ao estado criado, como dixo A.Herculano “pelo gênio dos galegos”, o nome dumha cidade mui galaica, pois dos moradores desse lugar da cidade (os galekoi) vêm o nome da Galiza, e do nome da cidade Portucale, o do novo estado criado). 3- Que na Espanha, os galegos, praticamente todos, som alfabetos em espanhol e analfabetos na sua língua. 4- Que na Galiza no aquém-Minho ha quem defende (sic) “para que imos complicar aos galegos e galegas conhecendo a sua língua si já conhecem o espanhol, e todo o que seja de interesse está em castelhano ou nele e por ele lhes virá”. (Isto é o pam nosso de cada dia, da política que padezemos por activa e por passiva, é por muito que se disfarce o discurso, aí está). 5- Que na Galiza administrativa espanhola, ha certa autonomia política, ainda que nom o pareza, e é claro, algumha cousa ha que fazer com o galego, vejamos que fixo essa autonomia: a)- No ano 80-Junho (BOXG nº 10) publicou umhas normas, nas que participarom todos, e forom chamadas de mínimos, pois do seu formoso limiar tira-se esse nome, e no mesmo di-se que pouco a pouco (a medida que nos desanalfabetizamos) usaremos o galego bém e fetém, e poderemos ir ledos polo mundo. b)- No Abril do 83 (DOG nº 36), anulam-se as anteriores normas, “para nom complicar a vida aos galegos e galegas” (O Conselheiro Filgueira dixit em entrevista na Voz de 24.4.83), e por nom importar-lhes (aos governantes) muito o galego..., isso sím, com a nova (des)norma, ha sempre que se come-lo caldo, o caldo da sopa boba que iam e seguem a comer algúns com a normativa.
6- Que as normas do 83 foram elaboradas polo ILG (só), e aprovadas pola RAG, numha sesom plenária de 15 mínutos, com ausência de quase um terço dos membros A Academia Galega, que nom o é da língua, fai o que o poder manda. 7- Que o grande êxito da norma do 83 foi, a de estabelecer nas entrelinhas, (que nom se escrevem mas que todos entendem): Que calquer cousa que for espanhol, é galego (pois noutro caso seria extrangeiro ou português), olhai..., aí temos a deriva cara o espanhol... fonética, morfosintáctica... Isso sim, nas escolas e cursos de aperfeiçoamento, aprende-se que o português é tam extrangeiro como o Russo. 8- Que passou logo, pois que ademais de ir a nossa língua socialmente cara abaixo, atopabamo-nos com que todo aquele que crêe no galego nom usa a tal normativa. Nom a usam, nem escritores, nem profesores, nem partidos políticos galegos, nem sindicatos..., ninguém que acredite no galego usa-a. Quem a defende, os da sopa boba, Os cicutas da norma, Paco Vasques, e amigos, e os falantes de espanhol. E aonde se vai assím... a R.I.P. 9- Que como nom se vai a nengures (bom), e até parecia que o BLOQUE (polo que diziam) podiamos governar já, e nos programas sempre figurava, restabelecer a oficialidade das normas de consenso, as da “Xunta” 1980; proponhem-lhe os do ILG (achegados ao Bloco, pois os nom achegados do ILG bem que votarom em contra na Academia), a uns do Bloco (ou viceversa pois tanto tem) um acordo onde se aceita algo do que figurava nas normas do 80, sem tocar a acentuaçom castelhana, nem a ortografia castelhana, nem colocar o hifem... nem a raia fixada por Deus desde o neolítico (olhai os livros de história das nossas escolas) que separa Espanha e Portugal e como é obvio galego e português, e assím ganhamos mais para a mesma vezeira (rabanho). 10- Que si o “Bloco” governara, na Academia aprovavam-na (para pexar calquer avanço, nom seja que aprovara o que sempre punha no programa), mas como nom ganhou, o ilustre professor Dr. Fraga <pater familiae galiciani>,( e quem si sabe de que vai a cousa) dixit: “nom imos mudar a nossa política de substituiçom lingüística, que tanto êxito está tendo, nem numha coma, pois aceitamos esta nimiedade e abrimos um perigoso caminho contra a nossa sucedida política”. É a singular Academia (é tam singular que tem tres académicos que nom sabem galego, e mais da metade fam a sua vida em espanhol) asentiu, pois tanto lhe tem o futuro do galego, e o povo galego-galiciano-galekoi, a seguer analfabeto, que para algo ha de servir o espanhol ante esta eiva, para dissimulá-lo. Assdo. Alexandre Banhos
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