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[AGAL ] Na assembleia da AGAL realizada em Compostela em 22 de Dezembro de 2007, foi colocada a debate a questom de recuperarmos a manifestaçom da língua, cuja última convocatória foi realizada há já três anos. As reflexons estivérom viradas para as insuficientes políticas linguísticas impulsionadas polo governo bipartido e para necessidade de exprimir com clareza o desgosto com que se vivem os contínuos ataques à língua nacional da Galiza e aos direitos linguísticos dos galegos e galegas.
Na assembleia pedia-se ao Conselho da AGAL para que adoptasse as medidas para que a tal manifestaçom se organizasse e que esta fosse vontade de todos e todas, além de integradora de todo o mundo com preocupaçom no assunto, acordando-se que polo Conselho se realizassem contactos com esse fim. A AGAL levaria a sua faixa com umha mensagem bem simples: "A Nossa Língua é Internacional", como também qualquer outra organizaçom que participasse na manifestaçom poderia levar a sua. A partir daquela altura fôrom iniciandas gestons com diversas organizaçons e informando do objectivo que pensávamos unitário e fundamental, mais ainda tendo em conta que desde a data dessa última Assembleia da AGAL o número das agressons foi inúmero, e a situaçom da língua está num dolce far niente, acrescentando-se o desejo de exprimir firme e pacificamente, mas com energia, essa infeliz realidade. Já neste caminho, a AGAL impulsionou em Fevereiro passado a jornada de debate nacional Somando Esforços pola Língua , a que estavam convidadas mais de 40 organizaçons sem sectarismo algum: desde a Mesa ao MDL, desde Artábria à Esmorga, desde Galiza Nova à AMI, desde a CIG-Ensino à CIG-Administraçom. Tudo com o objectivo de tentarmos dialogar e discutir entre todas/os do muito que nos une: a língua. As mais de dez horas de debate desse encontro dam boa mostra do seu interesse e sucesso. Nesse encontro o Conselho da AGAL propujo publicamente o assunto da grande manifestaçom plural de reivindicaçom da língua nacional no Dia das Letras Galegas, explicando que nom seria uma manifestaçom de ninguém, mas de todas/os, com o discurso principal a ser dado por umha pessoa aceitável para a imensa maioria das/os participantes, bem como o seu conteúdo, sem poupar críticas a quem as merecesse. Estávamos convencidas/os que ninguém ia ficar fora dum acto assim pois é muito o que nos une, e é muita a indignaçom que se padece. No dia 15 de Março passado tivo lugar a reuniom ordinária do Conselho da AGAL e na ordem de trabalhos estivo incluído o aprimoramento dos contactos com as organizaçons que declaram preocupaçom por estes temas, para agendar definitivamente a grande manifestaçom para o dia 17 de Maio em Compostela sem monopólios por ninguém, ao serviço da língua e dos interesses do povo galego. Depois desse dia e da Semana Santa, no Domingo de Páscoa foi ecoada a notícia de que a Mesa ia anunciar unilateralmente a convocaçom de uma manifestaçom para o dia 18 de Maio em Compostela, é dizer, assumindo a existência de duas manifestações, a divisom no campo da língua e, talvez, a tentativa de capitalizar umha reivindicaçom que se fosse unitária poderia tornar-se muito poderosa para fazermos ouvir a nossa voz. Perguntamo-nos se com essa decisom a Mesa pretende ser um simples apêndice de determinados interesses partidários, nomeadamente do BNG, mesmo abençoando a insuficiência mais que manifesta do feito até agora polo actual governo do bipartido. Ou será que talvez pensem que dessa maneira muitas pessoas nom sejam conscientes da situaçom da língua e do bom esticom de orelhas que merecem muitos dos cargos políticos do bipartido, em particular do Bloco, quando os feitos som contrários às palavras? Da AGAL convidamos a Mesa para renunciar aos gestos sectários e somar-se ao carro que é de todos, porque no dia 17 deve haver umha manifestaçom pola língua de todas aquelas pessoas que tomamos estes assuntos a sério, e na mesma cabe todo o pessoal e, além de muitas outras pessoas, temos a certeza que nela também poderám estar os sectores mais comprometidos do Bloco. |