Venres, 29 de Agosto do 2008
 
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Obxetivo: Amnistía Internacional, parabéns e suxestión. (16.06.2008)

 Amnistía Internacional vén de celebrar os 30 anos da súa legalización no Estado Espanhol, e 20 de presenza continuada na Galiza. A Ciberirmandade quere sumarse cos parabéns evidentes polo aniversario e máis polo traballo feito e cunha suxestión que ten que ver coa pouca sensibilidade de  A.I. a respecto das distintas linguas do Estado, que se plasma na falta de opción de galego, catalán e euskera na web da “sección Española” de  A.I., así como nas campañas de envío de correos electrónicos que remiten ás/aos soci@s e colaboradores.

Cremos que unha organización como A.I. non debería de ter maior problema, nin polos valores e principios que defende, nin polos recursos que se lle supoñen, en satisfacer os dereitos lingüísticos das distintas comunidades do Estado. Por todo isto animámosche a enviarlles este prego de felicitación e suxestión.

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Ramóm Muntxaraz: En lembrança dum patriota Imprimir Correo-e
Escrito por apana   
Venres, 04 de Xullo do 2008
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galizalivre   Quem melhor podem falar de Ramom Muntxaraz som aqueles que o acompanhárom nos anos mais intensos da luita política: nos tempos de consolidaçom do nacionalismo popular e, mais tarde, nos primeiros ensaios do independentismo organizado. Som eles quem podem dar um reflexo fiel dumha pessoalidade tam rica e tam complexa, dum sentido do compromisso irrepetível, e dumha galeguidade tremendamente meritória, porque era adquirida e nom assumida naturalmente desde o berce.

A geraçom de quem hoje andamos entre os vinte e trinta anos –que é a geraçom da maioria do activismo independentista, e singularmente que fazemos parte deste projecto informativo- encontrou-se mais de longe com Ramom. Por razons biológicas e culturais evidentes, por participar de outras trajectórias organizativas, viu este companheiro com outra perspectiva, muito mais sesgada e incompleta. Ainda, e contra o que se pudesse pensar, a impressom que causou nom foi superficial.

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Para quem se iniciava no arredismo nos meados dos 90, qualquer “velho” (porque assi os chamávamos) era objecto de atençom curiosa. Por causa dumha anomalia mui galega, cada novo ciclo da causa nacional inicia-se sobre o feche do anterior, e sobre a dispersom dos protagonistas do lance mais recente. Com o silêncio e desapariçom dos mais experientes, advertia-se implicitamente aos novos que nom valia a pena luitar; como muito, sugeria-se que o arredismo podia ter sentido, mas que “era a hora dos novos”; dos veteranos cabia aguardar, como muito, umha quota ou um conselho sensato. Ramom Muntxaraz era parte dumha dúzia de excepçons (cifra arriba, cifra abaixo) que teimavam em levar a contrária: o seu ciclo nom esmorecera porque o seu ciclo nom contemplava mais caducidade que a própria morte biológica. Assi, entre pessoas dispersas, desmoralizadas, repregadas ou directamente embarcadas no cinismo, Ramom Muntxaraz comandava umha direcçom contrária. Sabia que o seu tempo nom passara, como sabia também que, rodeado de mocidade imberbe, cumpria estar de outra maneira. Irrompia na cena, mas nom acaparava; aconselhava, mas nunca dirigia; aleccionava e advertia, mas desde a atençom respeitosa e prescindindo de qualquer paternalismo.

Algumhas anedotas que a mocidade independentista viviu com Ramom Munxaraz ilustram essa maneira de estar, a um tempo medida e incisiva. Nos seus anos espanhóis, Muntxa mamara a velha cultura comunista: o valor do esforço, a necessidade do trabalho silencioso, o estoicismo ante os panoramas mais adversos, acompanhado sempre dumha convicçom racional e irrebatível num futuro melhor. No nosso país topou também exemplos semelhantes, e consagrou-se a juntar graozinhos de areia, somar logros quase imperceptíveis, sementar umha moral de toupeira e procurar linhas de fuga contra o cimento armado. Era, ao seu jeito, todo um camarada escuro, mais confiante nos frutos acumulativos da laboura silenciosa, que dos impactos das postas em cena com fogos de artifício. Um militante viguês comentava-nos, nom há muito, os problemas familiares que lhe causava o Muntxa na sua adolescência. Ele tinha catorze anos, e iniciava-se no arredismo graças à propaganda da APU e das JUGA que Muntxaraz ia deixar pontualmente à sua casa, ante o assombro dos pais. “Veu um médico a deixar-che isto”, dizia-lhe surprendida a mae, sem acreditar de todo na história, naqueles anos duros de inícios dos 90, com aquele rapaz –quase um neno- a esquivar, a um tempo, a polícia e a família.

Outros companheiros recordam-no, uns anos depois, em plena capital do país, em vésperas dum 25 de Julho. Convocava a AMI umha das suas primeiras manifestaçons, e já daquela os macacos desdobravam um grande operativo para caçar militantes distribuindo propaganda, e ir engrossando as bases de dados da futura repressom. Em plena zona velha, umha grilheira engolia vários activistas, ante a passividade habitual dos passeantes, enquanto Muntxaraz passava pola zona. Lembram como esquivou habilmente a identificaçom dando várias voltas discretamente ao redor das ruas, sem perder a cena de vista, e dando, quando todo rematou, uns quantos conselhos sobre como tratar com o acosso dos monos.

Mais recentemente, outros militantes lembram-no entrando entusiasmado no local que a AMI tinha na Porta do Caminho, em Compostela. Ele, que vira tantos projectos nascer e esmorecer, que financiara com o próprio peto tantas iniciativas inconclusas, emocionava-se ao ver como um fato de moços sudavam para juntar umha modesta cantidade com que fazer frente aos primeiros alugueres. “A ver o que dura este local!”, reprendia, com muito sentido do humor, e também a jeito de advertência. Na primeira linha das suas contribuiçons estava a formaçom política, o conhecimento do passado e o achegamento a experiências fenecidas. Ele mesmo inaugurara os estantes desta primeira sede, achegando vários ficheiros arquivadores do seu arquivo pessoal. Tomara-se a moléstia de fotocopiar milheiros de fólios para lhe brindar a um grupinho de quase adolescentes parte da história galega: os primeiros boletins do sindicalismo nacionalista, todos os vozeiros do arredismo, e cumpridos dossieres de imprensa sobre a luita armada dos 80; todos eles, arquivos que os picoletos saqueárom para nom devolver jamais na sua célebre “Operaçom Castinheiras”.

As apariçons do Muntxa eram esporádicas, fugazes e frutíferas; nunca se ia sem deixar algumha reflexom de calado. Sincero e directo, de inteligência rápida, atafegado por cem compromissos a um tempo, recorria a assertos lúcidos que raiavam na brusquidade. Um serám, em 1998, aparecera no local com os cartazes da marcha às prisons que se convocava para o mês de Dezembro. Insistia na importáncia de assistir aos actos, enquanto os mais dos ali presentes desenhavam faixas médio distraídos. “Um dia vou vir a falar-vos da tortura”, espetou em voz mui alta e sem transiçom, deixando aqueles moços principantes com os olhos mui abertos. Assi era ele, impetuoso e directo, tam familiarizado com a repressom e com as durezas da luita, que considerava qualquer momento pertinente para informar sobre o mais duro e espinhento.

Das muitas fasquias pessoais que nos mostrou, sobressaíam a sua devoçom ao pensamento e a sua paixom pola leitura. De Ramom Muntxaraz pode-se dizer, sem medo a ser inexactos, que foi um intelectual. Assi o demonstrou, evidentemente, na sua dedicaçom brilhante à psiquiatria e à medicina humanista. Mas além disso, o intelectual cultivado aboiava na sua prática política. Era um raro exemplo de pessoalidade fáctica e homem de acçom reforçado polo livro; trás cada reflexom que realizava, o peso da experiência enriquecia-se com a inspiraçom da letra impressa, com a associaçom de ideias, com a iluminaçom do juízo que um outro realizara na obra que vinha de ler e processar. Entre as suas raras virtudes, salientava umha capacidade sintética notável, infrequente na prosa verbosa e indigesta da militáncia esquerdista. Depois dumha das habituais discussons sobre a jeira dos 80, cruzada por opinions contrapostas e apaixonadas, Muntxaraz concluiu, tranquilo: “o nosso projecto foi um clarificador colectivo, desde aquela sabe-se com quem contar neste nosso processo político.” E mentres o resto masticávamos a sentença, desentranhando-a, ele já chimpava para outro tema, com umha agilidade sem rival.

Seguindo certa tradiçom de intelectuais comunistas, sentia-se incómodo com os seus iguais e confessava sem ambages ser todo um desclassado. Confiava mui relativamente na letra impressa, e daí a distáncia abismal entre as suas faculdades mentais e o volume de obra escrita –mais bem pequeno- que nos lega. Sabia da funçom-placebo da palavra, do seu exercício consolador, e por isso combinava umha palavra mínima com umha acçom máxima. Sem temor a exagerar, podemos dizer que nom existiu em toda a Galiza um "intelectual", no sentido mais rigoroso da palavra, tam debruçado no autêntico trabalho de base. Por isso nom foi azaroso que fosse dos poucos -se nom o único- homem de letras que se mantivo na adesom à resistência armada nos tempos do Exército Guerrilheiro.

Numha das últimas conversas que mantivemos com ele, contava que estava a escrever um ensaio sobre a saudade, que era a um tempo toda umha declaraçom contra a funçom diversionista e narcótica da intelectualidade galega. Carregava contra os pensadores e defensores da morrinha e do choromiqueio nacional, afirmando que foram o alicerce teórico do tortuguismo galego, a cultura da indecisom e o medo elevado a virtude étnica.

A distáncia teórica era também a distáncia no mundo da vida. Afastava-se orgulhosamente desse seu grémio polo seu desprezo cabal dos bens materiais, pola sua austeridade e pola sua desconsideraçom do dinheiro, marcando umha fronteira infranqueável com os seus semelhantes. Ao longo dos últimos trinta anos, enquanto as classes cultas galegas se enriqueciam e se envileciam, ele permaneceu, como sempre, sóbrio e frugal; e enquanto os críticos radicais de outrora se abandonavam à subvençom e à dependência dos novos senhores, ele mantinha umha autonomia zelosamente cultivada. Sem apoios e sem padrinhos, trabalhou nos últimos tempos tam bem e tam eficazmente como sempre. Nom lhe fijo falta escrever na imprensa do regime para que a sua palavra fosse escuitada, e tivesse os seus efeitos.

Identificaçom com os humildes e solidariedade incondicional com os independentistas; serviço ao bem comum; austeridade e defesa dos valores humanistas: irmandade, amizade e camaradagem; virtude ao enfrentar-se à morte, sem histerismos, e ultimando os seus últimos contributos á naçom. Nestes tempos de pesebrismo generalizado, quem se atreveria a lixar trajectórias como a de Ramom Muntxaraz?Praticamente ninguém.

Umha estratégia mais eficaz para distorcer o seu legado é a que o apresenta como um “herói” entregado a causas perdidas: o que fijo está bem, mas situa-se no terreno das utopias improdutivas e dramáticas; ou o que fijo está bem, mas só é asequível a pessoalidades extraordinárias. Ele rebateria ponto por ponto ambos assertos porque, como dizia um clássico, a perfeiçom moral nom é possível nem desejável. A sua trajectória nom pertence ao terreno do heroísmo, pertence ao terreno da decência. Num país pode haver mui poucos heróis, enquanto pode –e deve- haver muitas pessoas decentes. O processo de descomposiçom social da Galiza, ao alento da normalizaçom democrática e do mercado total, nom arrinca tanto na perda de heroísmo; arrinca mais bem da perda da decência. De certo que Ramom Muntxaraz nom nos pide, lá onde esteja, que emulemos a sua oratória, a sua inteligência, a sua lógica brilhante ou a sua cultura enciclopédica: avonda-lhe com que fagamos nossa a sua decência, que tem que ser a base do patriotismo verdadeiro.
 
< Ant.   Seg. >

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